Dia Internacional da Mulher: grandes pintoras brasileiras.

Hoje, celebramos o Dia Internacional da Mulher. Uma data que nos convida a refletir sobre as lutas das mulheres ao longo do tempo por respeito e igualdade de direitos. 

Pensando nisso, resolvi falar sobre algumas das maiores pintoras do Brasil. Mulheres que deixaram sua marca na história da arte brasileira, e pavimentaram o caminho para tantas outras talentosas artistas. Quer conhecê-las? Vamos lá!

Tarsila do Amaral

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Se você conhece minimamente o universo da arte brasileira, com certeza já ouviu falar de Tarsila do Amaral. Nascida em 1886, na cidade paulista de Capivari, ela pegou gosto pela pintura quando estudava em Barcelona, Espanha.

Tarsila teve uma grande participação na primeira fase do movimento modernista no Brasil. Junto com a amiga e também pintora, Anita Malfatti, criou o “Clube dos Cinco”, que contava ainda com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia.

Seu primeiro trabalho foi Sagrado Coração de Jesus, de 1904. Em 1928, criou aquela que seria sua obra mais famosa: Abaporu. O quadro é considerado a inauguração de um movimento chamado pelas artes plásticas de antropofágico.

Uma das pintoras brasileiras mais famosas no exterior, Tarsila do Amaral recebeu homenagens no cinema e na TV, como Eternamente Pagu, de 1987, Um Só Coração, em 2004 e JK, em 2006. Além de dar nome a uma cratera no planeta Mercúrio, homenagem feita pela União Astronômica Internacional, em 2008.

Anita Malfatti

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Nascida em São Paulo, em 1889, Anita Catarina Malfatti foi pintora, desenhista, ilustradora e professora. Nasceu com uma doença congênita no braço direito e precisou aprender a usar o braço esquerdo, o que a fez precisar dos cuidados de uma governanta.

Anita aprendeu as primeiras técnicas de pintura com sua mãe, que teve que dar aulas após a morte do marido. Em 1910, foi estudar na Alemanha, onde matriculou-se na Academia Real de Belas Artes de Berlim e lá, estudou o expressionismo.

Retornou para São Paulo em 1917  e fez uma exposição de suas obras com 53 trabalhos entre pinturas, aquarelas e gravuras, o que provocou violenta repercussão da imprensa, principalmente do escritor Monteiro Lobato.

A mostra expressionista serviu como um marco para a renovação das artes plásticas no Brasil e, a crítica de Monteiro Lobato foi o estopim para o Movimento Modernista no Brasil.

Georgina de Albuquerque

 

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Nascida em Taubaté, São Paulo, em 1985, é considerada um grande nome da pintura brasileira. Uma de suas obras mais famosas, Sessão do Conselho de Estado, apresentada em 1922, coloca a mulher como protagonista, rompendo com os padrões.

Artista impressionista, Georgina revelou paisagens e naturezas-mortas, nus artísticos, retratos e cenas do cotidiano, rompendo com os ideais clássicos.

Contribuiu para o movimento modernista no Brasil através da cor e efeitos ricos em transparência e luminosidade.

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100 anos da Semana de Arte Moderna: você conhece a história do movimento?

Neste ano, comemoramos a centésima edição da Semana de Arte Moderna, movimento que se iniciou em 1922, no Theatro Municipal de São Paulo. Mas, você sabe o que deu origem a esse evento?

Em 1922 artistas e intelectuais ocuparam o Theatro Municipal de São Paulo para discutir o modernismo, movimento de origem europeia que buscava romper os padrões artísticos que eram impostos desde o Renascimento. Eles também tinham o objetivo de trazer o modernismo para a realidade brasileira.

Artistas como Anita Malfatti e Di Cavalcanti, e os escritores Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram figuras de destaque durante o evento, que se tornaria um dos momentos mais importantes para a produção artística brasileira do século XX.

A semana, que se seguiu entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, ficou marcada por apresentações de dança, música, poesia, exposição de pinturas e esculturas, além de palestras. 

Os artistas buscavam uma renovação social e artística no país, o que acabou chocando parte da população, pois houve um rompimento com a arte acadêmica. 

A “Semana de 22”, como ficou conhecida, contribuiu para o Movimento Modernista no Brasil. Di Cavalcanti classificou o evento como o que seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulista”.

 

Repercussão e consequências

A manifestação recebeu muitas críticas, não só do meio artístico, mas também da população em geral, que não entendeu a nova proposta e ficou desconfortável com as apresentações. Ficou evidente que o Brasil precisaria de uma preparação para romper com os antigos padrões de arte. Assim, surgiram vários movimentos, manifestos e revistas com a intenção de divulgar a nova proposta. 

Outros acontecimentos culturais se inspiraram na Semana de Arte moderna, como o Tropicalismo e até mesmo a Bossa Nova. A pintora Tarsila do Amaral, que não participou do evento porque estava em Paris, passou a produzir arte moderna após a Semana de 22.

O impacto da primeira Semana de Arte Moderna foi enorme. O movimento redirecionou a arte brasileira e afrontou os antigos padrões estéticos e artísticos, abrindo o caminho para uma produção de arte totalmente revolucionária. 

 

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100 anos de movimento

Este ano, o evento conta com comemorações em locais como a Praça das Artes, além do próprio Theatro Municipal de São Paulo. A cidade anunciou 100 dias de eventos, incluindo diversas apresentações, que já começaram no dia 22/01 e vão até 01/05.

Você pode conferir toda a programação da centésima Semana de Arte Moderna neste link.

Boas comemorações!

 

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Exposição Ceres Sertã

Para Mim é sempre um prazer acompanhar o desenvolvimento dos meus alunos, e fico muito feliz quando eles conseguem realizar exposições e por isso tento acompanhar todas elas.

Veja o vídeo Abaixo onde converso com minha aluna, Ceres Sertã, que já soma diversas exposições no Currículo.

Site da artista: www.artistaceres.com.br

 

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