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O que é o croqui e como ele pode te ajudar

Olá, pessoal! 

Sempre que eu venho dar alguma dica de pintura em tela, a primeira orientação é iniciar pelo croqui. Mas você sabe o que é um croqui?

O croqui nada mais é que um esboço, um desenho sem muitos detalhes e acabamentos, feito rapidamente, daquilo que você quer pintar na tela. 

Esse rascunho é como um estudo da pintura. Serve para você colocar a sua ideia inicial no papel, registrar e desenvolver o conceito daquilo que você está pensando em fazer. 

O esboço é feito através de traços livres e de forma natural, sem se preocupar com a beleza do desenho, portanto, o artista tem liberdade para compor e montar a imagem da forma que achar melhor.

Eu costumo dizer o seguinte aos meus alunos: o seu quadro começa na mente.

Primeiro você pensa no que quer retratar, quando você chegar à ideia principal, aí faz um croqui em um papel A4 normal com um grafite 6B ou 7B. Nesse momento você vai realizar algumas mudanças, para adequar e equilibrar o seu projeto antes de passar para o quadro. 

Depois que o croqui do papel estiver pronto, eu indico que você pegue um carvão e faça outro esboço bem de leve na tela, dê umas batidinhas para tirar o excesso e aí a sua tela está pronta para você começar a pintar!

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Apesar da simplicidade dos traços, é essencial que o croqui seja bem estruturado, que tenha a forma e proporção daquilo que será pintado. É primordial que ele tenha as linhas básicas, mas também que seja feito com muito cuidado. Tem que ter as direções fundamentais para quando você preencher com a tinta, entender o desenho, independente dele ser detalhado ou não. 

O croqui é importante pois será a sua direção na hora que for pintar a tela. 

Ahhh, muleke! Você vai ver que vai ficar muito mais simples de pintar!

Nos vídeos que eu posto no meu canal do Youtube (Marco Costerus) tem várias demonstrações de como iniciar uma pintura a partir do esboço!

E me siga lá no instagram (@professor_costerus) para ficar por dentro de muitas novidades do mundo TOP da pintura em tela!

Como pintar paisagens com neve

Olá, pessoal! Professor Costerus aqui!

Retratar uma paisagem com neve é um desafio, pois ao mesmo tempo que você tem que transmitir a sensação do frio, é necessário demonstrar a luz e calor brando do sol.

E sempre que a pintura tem predominância da neve, onde utiliza-se poucas cores além do branco, é mais desafiador ainda, uma vez que se torna difícil a percepção dos tons, que devem ser aplicados com sutileza.

Quando você pinta um quadro que retrata outras estações, há áreas claras e escuras, com bastante utilização de luz e sombra, que indicam as direções do sol e orientam claramente a composição de todos os elementos do quadro. 

No caso da paisagem que tem muito branco, o artista iniciante tem dificuldade de transmitir a cor e o tom, tendo em vista que qualquer objeto colocado contra a neve dá um grande contraste, parecendo isolado e muito definido.

Para obter êxito no resultado depende muito de um desenho bem estruturado e da composição de cores. Por exemplo, em razão deste contraste, as árvores parecem muito mais escuras do que normalmente são, assim como o céu em um dia nublado. 

Uma dica importante é começar sempre com as cores mais quentes e, à medida que for pintando, ir esfriando. E tenha muito cuidado ao acrescentar outros tons ao branco, aplicando sempre toque por toque, delicadamente, tendo em vista que ele assume as outras cores com muita facilidade.

Lembre-se de que a neve é refletora, ou seja, ela muda conforme a luz. Por isso é essencial saber a hora que você está querendo estampar. Caso seja final da tarde, misture alguma tonalidade amarelada ou alaranjada, tipo amarelo cobalto ou carmim. Se estiver querendo uma manhã, deve alternar com alguma cor azulada.

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A neve, de Claude Monet

Sempre que for pintar a neve, é importante lembrar que não existe um jeito certo de colocar o branco na tela, depende da luz que ela está recebendo e da hora do dia que você escolheu.

Busque sempre melhorar o seu desempenho na pintura através de muitas referências, explore e observe as cores de outras obras e continue estudando.

Acompanhar os vídeos no meu canal do Youtube (Marco Costerus) e as novidades do meu instagram (@professor_costerus) são dicas que eu te dou para ir adquirindo conhecimento e moldando sua própria criatividade! Com o tempo, você vai ser que sua técnica vai ficar TOP!!

 

As versões de O Grito, de Edvard Munch

Olá, gente! Professor Costerus aqui!

Hoje eu vim aqui contar uma curiosidade para vocês. O quadro O Grito, de Edvard Munch, famosa obra em que o artista transmite sentimentos de medo, solidão, ansiedade e angústia, na verdade, possui 4 versões.  

Essa obra foi exposta pela primeira vez em 1903 e fazia parte de um conjunto de seis peças intituladas Amor. A ideia do artista era representar as várias fases de um caso amoroso, desde o fascínio inicial até a ruptura traumática, a qual era representado pelo O Grito.

No entanto, a recepção pela crítica não foi boa e o conjunto foi classificado como arte demente. Mas a reação do público foi antagônica e tornou-se motivo de sensação.

A versão mais conhecida da obra, mede 91 x 73,5, pintada em 1893, com tinta a óleo, têmpera e giz pastel sobre cartão e atualmente se encontra na Galeria Nacional de Oslo, na Noruega.

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Outra versão dessa obra, também datada de 1893, é menos detalhada e desenhada com lápis de cor e também está localizada na Galeria Nacional de Oslo. É possível ver alguns detalhes que o artista alterou, como a ausência de barcos e a mudança na postura da pessoa ao fundo, que aqui encontra-se de lado, olhando a paisagem.

 

Em 1895 o artista fez uma versão em pastel sobre cartão e também há diversas alterações na imagem, como por exemplo, um homem está apoiado na ponte, como se estivesse lamentando, e o outro está analisando a paisagem. Há apenas um barco nessa imagem.  Essa obra pertencia a uma coleção particular e em 2012 tornou-se a obra mais cara arrematada em um leilão, vendida por US$ 119,9 milhões.

 

A versão de 1910 foi feita em têmpera sobre cartão e também estava na Galeria Nacional de Oslo. No entanto, ela foi roubada em 2004 e recuperada, em 2006, com danos irreparáveis, segundo os especialistas.

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Recentemente essa obra teve mais um segredo revelado. Isso porque alguns pesquisadores do Museu Nacional da Noruega descobriram que o próprio Edvard Munch deixou uma mensagem no canto superior da tela, com lápis e letras pequenas, que diz: Só pode ter sido pintado por um louco. 

Por muito tempo essa mensagem foi alvo de investigação, pois era vista como um ato de vandalismo pelos apreciadores de arte, mas chegaram a essa conclusão após uma perícia usando tecnologia infravermelha que comparou com notas e cartas de Munch

Acredita-se que a inscrição tenha sido adicionada pelo artista após os comentários críticos na época que questionavam a saúde mental do autor

Gostou da curiosidade?

Acompanhe os vídeos no meu canal do Youtube (Marco Costerus)!